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Conscientização: Ritinha Prates promove palestra sobre glaucoma
Profissionais da Associação de Amparo ao Excepcional Ritinha Prates, de Araçatuba (SP), participaram nesta quinta-feira (26) de uma palestra sobre prevenção e combate ao glaucoma. A ação foi ministrada pelo médico Akira Hayashida, oftalmologista com mais de 50 anos de carreira.

Na data nacional de conscientização sobre a doença, ele esclareceu a enfermeiros, auxiliares, técnicos, fisioterapeutas, nutricionistas, assistentes sociais, técnicos de segurança do trabalho, psicólogos, entre outros profissionais, o que é, quais as causas, medidas preventivas e formas de tratamento da doença.

A doença é considerada a principal causa de cegueira irreversível no mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). O problema atinge cerca de 65 milhões de pessoas no planeta e é o motivo de 4,5 milhões de casos de perda total e irreversível de visão, de acordo com a Associação Mundial do Glaucoma.

No Brasil, mais de 900 mil pessoas têm a doença e 80% dos glaucomas não causam dor ou incômodo no início. “Por ser uma doença crônica e que não tem cura, na maioria dos casos pode ser controlada com tratamento adequado e contínuo. Quanto mais rápido for o diagnóstico, maiores são as chances de se evitar a perda da visão”, afirmou o oftalmologista.

O Glaucoma

O glaucoma é uma doença que acomete os olhos, é provocada pela elevação da pressão ocular, não tem cura, e quando não é tratada pode levar à cegueira. “A doença pode se desenvolver durante meses ou anos sem apresentar sintomas, que podem aparecer somente na fase mais avançada, quando a pessoa começa a esbarrar nas coisas, pois está perdendo a visão periférica (vê bem o que está na sua frente, mas não enxerga o que está dos lados)”, explicou Hayashida.

A hereditariedade é o principal fator de risco da doença. Isso quer dizer que pessoas que têm parentes portadores de glaucoma, indivíduos com mais de 40 anos, pacientes com alto grau de miopia e diabéticos devem estar ainda mais atentos à realização dos testes de rotina.

O diagnóstico é feito quando a pessoa faz exame oftalmológico cuidadoso e o médico mede a pressão intra-ocular. Às vezes podem ser necessários outros exames, como de fundo de olho e campo visual. Já o tratamento vai desde a utilização de colírios, que baixam a pressão ocular, a cirurgias e ao uso do laser.

“A melhor maneira de prevenir o glaucoma é consultar um médico oftalmologista pelo menos uma vez por ano. Sendo uma doença crônica e sem cura, ele pode ser controlado com o uso de medicamentos apropriados que normalizam a pressão intra-ocular e impedem que a doença avance provocando a perda da visão”, finalizou o médico.

CER Ritinha Prates

Quem também participou da palestra foi a oftalmologista Celina Yoshie Uenaka Batalha, que atua no Centro Especializado em Reabilitação (CER) Ritinha Prates. Credenciada para prestar atendimentos exclusivamente por meio do SUS (Sistema Único de Saúde), a unidade realiza 150 procedimentos por mês na área visual.

“Prestamos serviços para os cidadãos das 40 cidades que fazem parte do Departamento Regional de Saúde (DRS-2). Somos credenciados para o atendimento preferencial a pessoas com três problemas específicos, definidos por CID (Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde) com cegueira dos dois olhos (CID H54.0), cegueira de um olho e visão subnormal do outro – subnormal é a visão abaixo de 30% – (H54.1), e visão subnormal de ambos os olhos (H54.2).

No CER os usuários recebem orientação quanto a utilização otimizada da visão residual e capacidade funcional para melhorar a sua qualidade de vida. No Ritinha Prates eles passam por treinamento de mobilidade para que se orientem em situações práticas, como para arrumar a casa e andar em um ambiente desconhecido. Na unidade também são dispensadas bengalas.

Inaugurado em 26 de agosto de 2015, o Centro Especializado em Reabilitação III (CER III) Ritinha Prates realiza atendimentos nas áreas auditiva, física e visual, com capacidades mínimas definidas: 200 usuários ao mês para reabilitação física, 150 para visual e 150 para auditiva, com 34 protetizações auditivas. O CER funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h.
 

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