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(11/03) Momento de cautela no agronegócio
O cenário econômico global está instável e o agronegócio brasileiro, imerso neste panorama. Não bastasse a crise energética relatada pela China no segundo semestre do ano passado, agora há a guerra na Rússia para encarecer e impactar a importação de insumos para a produção de fertilizantes. Dias atrás, inclusive, o governo daquele país recomendou a suspensão das exportações de fertilizantes. Segundo o Ministério da Indústria e Comércio russo, a decisão está relacionada com a desorganização da cadeia logística de exportação, afetada desde o início da guerra com a Ucrânia na última semana.

Após as sanções impostas por países contrários à ofensiva russa, e que afetaram diversos setores da economia do país comandado por Vladimir Putin, transportadoras de diversas partes do mundo suspenderam as atividades naquela região. Diante deste cenário, o escoamento de fertilizantes aos portos fica inviabilizado. “Falhas no embarque de fertilizantes podem afetar diretamente a segurança nacional de vários países e causar graves consequências na forma de escassez de alimentos para centenas de milhões de pessoas já no médio prazo”, diz a nota do ministério da Rússia. 

A decisão liga o alerta para o setor produtivo nacional, que importa 23% de fertilizantes e nitrogenados da Rússia. Vale lembrar que a nossa ministra da Agricultura já havia descartado a possibilidade de importar produtos daquele país enquanto ele estiver em guerra com a Ucrânia. Tereza Cristina tem viagem marcada para o Canadá numa tentativa de garantir suprimento de fertilizante. E, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), o Brasil tem estoque de fertilizantes até junho.

Esperamos que o governo faça a parte dele fomentando a produção nacional e regulamentando os bioinsumos no país. A dependência brasileira de outros países em relação aos fertilizantes precisa mudar para que tenhamos produção de alta performance, qualidade e que seja sustentável. Ao produtor rural cabe atenção e cautela, com todos os custos na ponta do lápis. Como sempre dizemos, neste momento e acima de tudo, é preciso planejamento e gestão.

A dica é que o produtor rural olhe pra entro da porteira, sente-se com o engenheiro agrônomo e com o zootecnista, verifique como está o solo, o quanto pode usar de adubo e peneire as melhores oportunidades do mercado, porque ainda há disponibilidade de adubo em algumas revendas da região. Outra proposta é buscar opções alternativas viáveis, como adubação biológica e pó de rocha, ainda que não haja produção em escala para atender toda a demanda. Não será fácil nem cômodo, mas tenho certeza que conseguiremos entregar uma safra recorde neste ano, a despeito de todas as dificuldades.

*Thomas Rocco é presidente do SIRAN (Sindicato Rural da Alta Noroeste)

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