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(12/09) Energia solar é impulsionada pela crise hídrica
A falta de chuva, os reservatórios baixos de hidrelétricas, a possibilidade de racionamento de energia elétrica e a expectativa de novos aumentos na conta de luz tem impulsionado uma forma de energia sustentável e mais barata: a solar. Vale lembrar que, dias atrás, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, disse em rede nacional de rádio e televisão que a crise hídrica se agravou e fez um apelo para um “esforço inadiável” de redução do consumo de energia elétrica.

Serviu para impulsionar o setor a tarifa de energia, que está na bandeira vermelha desde junho. De janeiro a agosto, a conta ficou em média 16% mais cara no país. No acumulado de 12 meses, o aumento passou de 20%. Pelo pronunciamento do ministro, o governo reconheceu o agravamento da crise hídrica no país, considerada a pior em 91 anos. Diante da estiagem, não estão descartados novos reajustes. 

“Com este cenário, o consumidor passa buscar segurança e liberdade energética, e encontra isso nos sistemas fotovoltaicos”, diz o empresário araçatubense do setor, Francis Polo. Ele usa dados da Absolar (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica) para afirmar que o setor está aquecido. Entre 2019 e 2020, o segmento teve expansão de 60% com a abertura de empresas que desenvolvem e instalam sistemas. Somado a isso, recentemente, o País ultrapassou a marca de 8 gigawatts (GW) de potência operacional da fonte solar fotovoltaica. E, desde 2012, trouxe mais de R$ 40 bilhões em investimentos ao país e gerou mais de 240 mil empregos acumulados.

Vai crescer mais

No segmento de geração distribuída (expressão usada para designar a geração elétrica realizada junto ou próxima do consumidor), a Absolar contabiliza em todo o país mais de 411 mil sistemas solares fotovoltaicos conectados à rede, que favorecem cerca de 515 mil unidades consumidoras. Polo analisa que os números do setor não vão parar de crescer, porque são muitos os benefícios e está cada vez mais fácil instalar sistemas fotovoltaicos.

“Além de economia de até 95% na conta de luz, o sistema fotovoltaico proporciona valorização do imóvel e sustentabilidade, lembrando ainda que ele chega a 25 anos de vida útil. Além disso, os bancos criaram linhas de crédito para fomentar a instalação. No mercado há financiamentos parcelados em até 72 vezes, com taxas a partir de 0,79% ao mês, e carência de 90 dias”, descreve Francis Polo.
 
O empresário complementa destacando que há espaço para a expansão do setor no Brasil, pois atualmente ele responde por apenas 1,9% da matriz energética nacional. Especialistas garantem que o Brasil tem uma capacidade gigantesca para a produção de energia solar e, graças aos esforços do governo e da iniciativa privada, o país está cada vez mais perto de utilizar todo o seu potencial para se tornar uma verdadeira potência no mercado de energia fotovoltaica.

Estima-se que, em 2024, o território brasileiro contará com, aproximadamente, 887 mil sistemas de energia solar conectados à rede instalados, estabelecendo uma maior economia em relação às distribuidoras convencionais, além da manutenção e preservação ambiental do país.

“Tanto em Araçatuba, quanto São José do Rio Preto, Umuarama (PR) e Comodoro (MT), onde temos unidades, a busca por projetos fotovoltaicos vêm aumentando. Destaco a procura por parte de empresas, como indústrias, comércio, postos de combustíveis e escolas. O que percebo é que o empresário está investindo para viabilizar o negócio”, finaliza Polo.

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