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(27/08) Inclusão: muito mais que um direito, um ato de amor
Desde o dia 21 deste mês estamos vivenciando a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, que segue até o próximo dia 28. Neste ano, o tema norteador da campanha “É tempo de transformar conhecimento em ação” aponta para o fato de que hoje, no Brasil, as legislações são as mais avançadas do mundo no que se refere à garantia de direitos das pessoas em situação de deficiência, entretanto, o que vemos na prática é que a maior parte do que se assegura nestas leis não é acessível a todos. 

O objetivo dessa campanha é divulgar conhecimento sobre as condições sociais das pessoas em situação de deficiência intelectual e múltipla, como meio de transformação da realidade, superando as barreiras que as impedem de participar coletivamente em igualdade com as demais pessoas, seja arrumando um trabalho ou uma vaga na escola.

Em destaque nos noticiários, a inclusão social escolar é apenas um dos vários pontos em que se é necessário um conhecimento ainda maior dos direitos e deveres de todos os cidadãos. Infelizmente, ainda vivemos em uma sociedade na qual as pessoas com deficiência (PCDs) precisam lidar diariamente com olhares de reprovação e comentários preconceituosos.

Justamente por isso, a convivência entre crianças com e sem deficiência é benéfica para ambas. Ganham os alunos com deficiência à medida em que convivem em um ambiente desafiador, provocador, rico em experiências que os incentivem a pensar. E ganham os demais alunos por terem a oportunidade de aprender com a diferenças do outro, vivenciando novas formas de construir conhecimento e de se comunicar (libras, braile, entre outros) e, acima de tudo, tendo a chance de participarem verdadeiramente de momentos de colaboração, ajuda mútua e solidariedade, tão necessários nos dias atuais. 

Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 47 milhões de brasileiros possuem alguma deficiência, dos quais quase 16 milhões são crianças. Mas, mesmo com esse número alto, a inclusão social ainda é uma grande barreira para a integração efetiva e abertura de oportunidades igualitárias para essas pessoas. 

Existem duas ideias que partem da inclusão social: a de que a sociedade é desigual e de que para a consolidação de uma democracia é necessário que essas desigualdades sejam pelo menos amenizadas ou equilibradas. E é isso que o ensino pretende construir. Por ser responsável pelos primeiros anos de socialização da criança, a escola se torna uma instituição importante em que os indivíduos aprendem a conviver com o outro, além de respeitar e amar as diferenças.

Inclusão é um conceito que tem a ver com a sensação de pertencimento. E para ser incluída a pessoa precisa fazer parte e ter voz dentro dos grupos nos quais convive, sejam eles familiares, sociais, profissionais e acadêmicos. Para que isso seja possível, precisamos nos conscientizar e nos preparar para lidar com as diferenças, sejam elas quais forem. Devemos nos unir na luta em favor da empatia e direitos.

*Vanilda Maria Barboza é presidente da Associação de Amparo ao Excepcional Ritinha Prates, de Araçatuba (SP)

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