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(12/09) Cenários econômico e climático aumentam desafios e relevância do profissional de agronomia
Geadas seguidas de estiagem, crise hídrica, quebra de safra, produção de alimentos e de energia elétrica impactada. Às vésperas do Dia Mundial do Agrônomo (13/09), o cenário climático adverso, que vem afetando de forma significativa a conjuntura econômica nacional, impõe grandes desafios ao profissional de engenharia agronômica. De acordo com o Confea (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia), no Brasil existem em torno de 110 mil engenheiros agrônomos registrados, e cerca de 23 mil no Estado de São Paulo.

Para o presidente da AEAN (Associação dos Engenheiros e Arquitetos da Alta Noroeste), Petrônio Pereira Lima, que é agrônomo, o panorama atual representa também oportunidade para que esse profissional se destaque e mostre ainda mais a sua relevância. “O agrônomo cuida do manejo de diferentes culturas e consegue planejar o cultivo para garantir uma produção otimizada, indicando tecnologias e conhecimentos cientificamente embasados para a eficiência de inúmeras atividades do agronegócio”, afirma ele.

Lima lembra que o setor agropecuário possui papel estratégico para o Brasil, sendo que o país tem a 3ª maior produção agrícola do mundo, atrás da China e dos Estados Unidos, e é capaz de abastecer o consumo interno e ainda garantir ao Brasil o título de maior exportador do mundo. Entre os principais responsáveis pela balança comercial favorável ao agronegócio brasileiro estão o complexo da soja e o complexo das proteínas animais (carne bovina, suína, de frango, leite). Essas e outras commodities são capazes de aumentar a receita comercial brasileira e colocar o país entre os principais players do mercado internacional.

Desenvolvimento sustentável

“Diante da competitividade do agronegócio internacional, o engenheiro agrônomo se tornou fundamental, especialmente no Brasil. Além de cuidar do manejo das culturas de uma propriedade, desde o planejamento até a finalização da venda da produção, ele é capaz de agregar valor à prática agrícola ao considerar o desenvolvimento sustentável com ciência e tecnologias específicas”, diz o presidente da AEAN.

Para além da produção de alimentos, a atuação do agrônomo também se relaciona à geração de energia, pois o etanol brasileiro é resultante da cana-de-açúcar, cuja biomassa acaba sendo utilizada para a cogeração de energia elétrica. “É inegável que o engenheiro agrônomo tem papel importante no desenvolvimento socioeconômico do país, seja quanto à soberania alimentar brasileira ou à possibilidade da melhoria da balança comercial do Brasil”, ressalta Lima.

Derivado das palavras gregos agros e nomos, que significam campo e manejo, a agronomia estuda os problemas físicos, químicos e biológicos causados pela prática da agricultura e cria soluções para melhorar a qualidade e a produtividade de lavouras, de rebanhos e de produtos agroindustriais.

“O fato é que o agrônomo possui papel de destaque em vários elos da cadeia produtiva, tanto na parte anterior à produção rural quanto durante as atividades e ainda nos setores que recebem a produção agropecuária. A produtividade e a lucratividade dos cultivos agrícolas e das criações estão diretamente relacionadas com o planejamento e gerenciamento com a adoção de boas práticas e com a utilização dos manejos e das tecnologias adequadas. Isso somado às atuais circunstâncias climáticas e econômicas nacionais aumentam a responsabilidade desse profissional que têm muito a contribuir neste momento pelo qual passa o Brasil”, avalia o presidente da AEAN.

Comemoração e valorização

No Brasil, o Dia do Agrônomo é celebrado em 12 de outubro, data da regulamentação da profissão (decreto 23.196 de 1933). Já o Dia Mundial do Agrônomo é celebrado em 13 de setembro, para homenagear a todos os profissionais da agronomia e agropecuária, independentemente da área de atuação.

O engenheiro agrônomo atua em uma área que permite múltiplas funções, desde a preparação de solo para cultivo até as atividades ligadas ao meio ambiente e ao agronegócio. Tudo depende do tipo de formação e especialização profissional. Graças aos agrônomos, temos a alta produtividade das lavouras e da pecuária. Com a aplicação de técnicas avançadas, o profissional aprimora e potencializa todas as atividades realizadas no campo colaborando com o aquecimento da economia do nosso país e o crescimento dos produtores rurais.

O CREA-SP (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo) realiza e apoia eventos, por meio de entidades, como a AEAN, que visam a valorização das profissões de engenharia, agronomia, geociências e paisagismo, além de iniciativas que tenham como objetivo incentivar a segurança da sociedade na importância da presença de profissionais habilitados nas obras e serviços ligados às profissões registradas no conselho.

“O engenheiro agrônomo tem a missão de utilizar com sabedoria conhecimento de diferentes especialidades para atingir o objetivo de garantir a produção de alimentos, fibras, biocombustíveis, matéria-prima em quantidade e qualidade, preservando o meio ambiente e garantindo o desenvolvimento sustentável do nosso país. Vale lembrar que, de acordo com a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), até 2050, o Brasil irá produzir 40% da demanda mundial de alimentos. Costumo dizer que o engenheiro agrônomo planta, a humanidade colhe”, conclui Petrônio Pereira Lima.
 

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