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(26/03) Em tempo de pandemia, produção no campo não para e garante abastecimento
Durante o período da quarentena, em que a população que não tem atividades essenciais ou está nos grupos de risco tem sido orientada a permanecer em casa para evitar a contaminação pelo novo coronavírus, as cadeias produtivas do agronegócio paulista se mobilizam para atender às determinações do Governo do Estado de São Paulo e continuar produzindo e, principalmente, escoando a produção para garantir o abastecimento de alimentos na mesa dos cidadãos.

O presidente do SIRAN (Sindicato Rural da Alta Noroeste) Fábio Brancato, de Araçatuba (SP), afirma que o agronegócio não pode parar mesmo em meio à pandemia da Covid-19, que tem assustado e matado pessoas no mundo todo, inclusive no Brasil. Ele acredita que o setor é imprescindível neste momento, para garantir o abastecimento dos mercados. E ressalta que o produtor precisa adotar uma série de medidas para não deixar que o vírus chegue nas propriedades rurais.

“É importante que os produtores se cuidem, não recebam visitas externas na propriedade rural, realizem todo um protocolo de cuidados com seus funcionários neste período de colheita, por exemplo, que a gente tem em vários pontos da região. Penso que a mesma responsabilidade que existe na cidade precisa existir no campo, pois o produtor não pode, de jeito nenhum, parar e ficar doente”, afirma.

O presidente do SIRAN também ressalta a importância de as pessoas ficarem em quarentena nas cidades e acredita que os supermercados não ficarão vazios ao longo deste período de pandemia. “A agricultura e a agropecuária não vão parar. Os produtores continuam na lida para que a matéria prima chegue até as indústrias, e elas (as indústrias) também seguem funcionando para garantir o abastecimento”.

Não precisa estocar

Brancato afirma que neste momento não é recomendado que as pessoas saiam de casa e lotem carrinhos de mercados, estocando alimentos, porque a produção não vai parar. Para o líder classista, o momento também vai servir para que a sociedade olhe para o agronegócio com outros olhos, e reconheça ainda mais a importância do setor. “No campo, as pessoas estarão trabalhando normalmente, ou até mais do que no normal, para alimentar aqueles que estão cumprindo o isolamento social, seguindo as recomendações da OMS”, comenta.

A CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) divulgou recentemente boletim analisando os impactos da pandemia do novo coronavírus sobre o agronegócio. Segundo a análise sobre mercados internacionais e produtos agropecuários, realizada a partir de levantamentos de informações sobre o cenário externo e interno, o setor não sofreu grandes quedas e os preços permanecem estáveis. A CNA também garante que não haverá desabastecimento no país.

"O Brasil é uma potência na produção agropecuária, não há nenhum risco de desabastecimento. Estamos em plena safra, os frigoríficos estão produzindo, os centros de distribuição estão cheios. Não há necessidade de fazer estoque", afirma o secretário estadual de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Gustavo Junqueira, destacando o trabalho junto às administrações municipais para evitar interrupção, ainda que temporária, em qualquer atividade relacionada ao abastecimento de alimentos para a população. "São Paulo é o maior produtor em diversas cadeias. Precisamos transportar isso para os outros Estados. Estamos atentos para manter a logística aberta e para que os funcionários de áreas essenciais possam trabalhar", finaliza Junqueira.

Ações do SENAR

O SENAR-SP (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural) decidiu interromper todas as ações de formação profissionais e atividades de promoção social. No comunicado, a entidade explica que, diante do agravamento do panorama mundial, nacional e, em especial no Estado de São Paulo, da propagação do novo coronavírus,

as ações de formação profissional rural e atividades de promoção social do SENAR-SP deverão ser interrompidas no período de 25 de março até 13 de abril de 2020. Neste período, a comunicação dos usuários com a entidade deverá ocorrer por e-mail, SICP (Sistema Integrado e Controle de Projetos) e telefone.

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